domingo , 19 de agosto de 2018
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Dia D da campanha de vacinação imunizou mais de mil crianças em Tupã

No último sábado, 4 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde promoveu o “Dia D” de vacinação contra sarampo e poliomielite. A campanha segue até dia 31 deste mês e a meta é que 2.804 crianças sejam imunizadas.

De acordo com as informações do setor de Vigilância Epidemiológica da prefeitura, foram vacinadas 1.065 crianças. Todas as unidades de saúde se mobilizaram e atenderam a população das 8 às 17 horas.

“Por conta do tempo frio e chuvoso, imaginávamos que poucos procurariam as unidades de saúde. No entanto, boa parte dos pais levaram seus filhos para receber as doses”, comentou a enfermeira responsável pelo setor, Joselaine Pio Rocha. A Campanha também conta com apoio dos clubes de serviço de Tupã Rotary, Rotaracty e Interacty.

Para facilitar ainda mais que os pais levem os filhos para a vacinação, no dia 18 de agosto (também um sábado), haverá mais um “Dia D” da campanha. Além disso, as unidades de saúde também podem ser procuradas durante a semana.

“Com a campanha de vacinação contra sarampo e pólio, também estamos incentivando que os adultos atualizem seu calendário vacinal. Por isso, basta levar a caderneta de vacinação ao posto de saúde e, caso haja vacinas em atraso, as doses serão administradas”, enfatizou Joselaine.

O secretário municipal de Saúde, Laércio Garcia, reforça a importância da vacinação contra o sarampo e paralisia infantil. De acordo com ele, tem sido notado pelos órgãos de saúde que os pais estão deixando de levar os filhos para receberem doses de vacinas que previnem doenças que podem levar à morte.

“Temos notado um certo desleixo dos pais em todo o Brasil quanto à vacinação de seus filhos. Com isso, doenças que estavam praticamente extintas, como é o caso do sarampo, estão reaparecendo”, enfatizou. “Dentro do período da campanha, teremos dois dias que irão incentivar ainda mais a procura pela imunização contra a poliomielite e o sarampo. É uma grande oportunidade de prevenir que estas doenças voltem a atingir nossa população”, acrescentou Láercio.

 

Poliomielite

 

A Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença

contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por

meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia.

Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A doença permanece endêmica em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão, com registro de 12 casos. Nenhum confirmado nas Américas. Como resultado da intensificação das campanhas de vacinação, no Brasil não há circulação de poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990.

A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente– VOP (gotinha). A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.

 

Sarampo

Transmitido por secreções das vias respiratórias como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse, o período de incubação do sarampo, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele.

Além de ser uma doença potencialmente grave, em gestantes, o sarampo pode provocar aborto ou parto prematuro. O diagnóstico é feito através de exames clínicos e, quando necessário, confirmado por exame de sangue. O tratamento, por ser uma doença autolimitada, é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas.

O paciente com sarampo deve fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre. Em alguns casos, há necessidade de tratamento para o aumento de imunidade.

A vacina anti-sarampo é eficaz em aproximadamente 97% dos casos. A recomendação das autoridades de saúde é não se descuidar do programa de vacinação. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.

 

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